QUANDO QUISER APERTE O PLAY.
“Não sei por onde começar, nem se deveria começar a escrever essa história, tudo bem que mais cedo ou mais tarde eu teria que conta-la”.
“Eu conheci uma garota, sabe, ela era linda, a pele dela macia e a voz que me encantava toda vez que a ouvia de longe, eu não sabia o seu nome, apenas a observava de longe, as vezes passava perto, queria sentir seu perfume, e era o melhor que eu já havia sentido, todos os dias eu passava perto da casa dela, sempre no mesmo horário 8:30 da manhã. Mas havia algo nela que me intrigava, ela sempre com grandes óculos escuros, todos os dias. Depois de uma semana a observando, tomei coragem de chegar perto dela, então perguntei seu nome, ela me disse seu nome, e logo disse que era cega, que jamais havia visto absolutamente nada, as flores que ela cuidava com tanto carinho, só conseguia sentir o perfume, o céu, as estrelas, pessoas, nada. Comecei então a ir lá todo dia, e minha missão era faze-la sorrir, e mostrar que mesmo ela não enxergando nada eu poderia chama-la de amiga […] meses se passaram e eu havia me apaixonado por ela e ela por mim, eu queria cuidar dela todos os dias, a cada minuto, amava a voz dela sussurrando em meu ouvido, amava a forma que ela cuidava de mim, como ela fazia eu me sentir bem e amado… Eu a amo ainda, mesmo ela nunca tendo me visto ela me conhece, sabe quando estou feliz, quando estou triste e quando preciso de um abraço, ela é tudo de bom que eu tenho, e amanha iremos nos casar, amanhã iremos fazer o que ela tanto sonhou, amanha eu irei dizer sim e chama-la de esposa”.
Junior Araujo - C.L 69
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